Ilha Quadrada


Meu computador tá dando pau, com mais vírus que aposentado no inverno. Por conta disso não estou conseguindo comentar nada aqui, mas de qualquer forma, quero dizer que a Raquel matou a pau nas últimas coisas que ela escreveu. Gostaria de aproveitar e informar ao Rafael que Pacaembu, como toda palavra indígena, não possui acento, portanto, antes de criticar o time dos outros, saiba fazê-lo com dignididade. Aliás, lembrei de um amigo da Raquel que adora a expressão "falta de dignidade".


Falta uma semana pro carnaval. Imagino que daqui a uma semana e mais dez minutos, vão estar começando os desfiles do acesso. Me irrita essa coisa de faltar uma semana pro carnaval. Me dá um sentimento de "tão perto e tão longe" que me agonia. Além do mais, é a única época do ano que fico com medo de acontecer alguma coisa comigo. Tô até dirigindo devagar, afinal, seria muita estupidez acontecer alguma merda logo agora. Ano passado eu dei bobeira e fui atropelado na porta do Sambódromo. No posto médico da Sapucaí, a enfermeira me recomendou que eu fosse ao hospital, mas não fui, afinal, minha perna não estava doendo muito e o desfile da São Clemente ía começar em 20 minutos. Como todos sabem, não tive gangrena, tampouco uma trombose, e minha perna está em seu lugar de fato e de direito até hoje, e o melhor, funcionando perfeitamente. Bem dizia um tio meu que repetia sempre que médico não sabe nada. (Com todo respeito à mãe da Diorela)


Sexta-feira o Rafael me cobrou da famosa listinha com meus palpites pro resultado do carnaval. Ano passado eu acertei a campeã, a rebaixada e mais algumas. É um estudo de alta compexidade, com base em uma vasta compilação de dados estatísticos e precisos aferimentos numéricos que apontam as seis primeiras colocadas do desfile do Rio, mais a rebaixada. Esse ano não vou dar palpite sobre quem vai subir, porque todo ano eu aposto na Ilha e ela não sobe, logo conclui-se que é isso que está zicando a escola.
Quarta -feira de cinzas a gente confere os resultados.

Campeã: Beija-Flor pela lógica. Imperatriz ou Viradouro pelo fator enredo, samba e estrutura.
Seis primeiras (fora de ordem): Beija-Flor, Imperatriz, Viradouro, Mangueira, Mocidade, Salgueiro. Se a Tijuca acertar a mão, a Mocidade não vai pro desfile de sábado, mas não boto fé na Tijuca.
Cai: Império ou Tradição.


Agora falta uma semana e cinco minutos pra começar o desfile da Vizinha Faladeira. Demora mas chega, e é isso que importa. (Antes que alguém tire sarro, a Vizinha é uma das escolas mais antigas do Rio, quando todas tinham nomes esquisitos. A Portela chamava "Vai como Pode.)



Escrito por Leandro às 17h19
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  Gosto de textos coloridos neste blog. Acho que ele alegram tanto... As cores são na verdade o nosso retrato de humor do dia. É claro que eu não falo apenas sobre as cores escolhidas para as nossas publicações, mas digo nossas cores escolhidas cotidianamente.

 

Minha cor preferida já foi o Azul. Foi uma época na qual eu via o mundo com olhos de paz, ao mesmo tempo, era quase a visão de um menino. Menino mesmo, eu gostava de brincadeiras de menino, era a melhor oportunidade de eu ficar mais próxima das “luzes dos meus olhos”.

 

Minha cor preferida também já foi o preto. Sombrio isso... Fase de muitos conflitos, pré-adolescência. Eu só saía de preto à noite. Tinha vergonha do meu corpo. Não sei porque, estava virando mulher, eu não tinha nem meia celulite, hoje que tenho váááárias não estou nem aí para o que os outros acham.

 

Minha cor preferida também já foi o vermelho. Fase em que eu tinha descoberto mesmo que eu já era uma mulher. Fase de poder total, arrasando quarteirões, e descobrindo que os homens gostam das atitudes das mulheres, e nem tanto dos seus figurinos. A crítica vem na verdade da concorrência. Fase de mulher amada e desejada pra caramba.

 

Minha cor preferida também já foi o amarelo. Tudo era sol e luz. Ria de tudo e para tudo. Cor quente mas muito aberta, é claro que nessas fases a gente leva uns ferros. Seria quase uma fase “Poliana” onde você acha a que a verruga no cotovelo da pessoa amada é coisa mais linda do mundo, por favor, né...

 

A Adélia professora da UNI, certa vez disse, que nós não conseguimos enxergar nem um décimo das cores que realmente existem no mundo. Eu então, me coloco à espera do reconhecimento destas novidades, e que elas venham carregadas de promessas de novos carnavais. 

 



Escrito por Quel às 12h54
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 Afinidade

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos, é o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro. Mas, quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Não é sentir contra. Nem sentir para. Nem sentir por. Nem sentir pelo. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes; e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida.

Arthur da Távola

 



Escrito por Quel às 12h44
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Estar no Rio de Janeiro é....

Pagar caríssimo por um cyber café só pra aproveitar o ar condicionado....

Escrito por Leandro às 08h43
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  Quando crianças, como vocês se imaginavam adultos?

Eu pergunto isso porque simplesmente eu não me imaginava como gente grande. Eu dizia à minha mãe que só iria crescer quando já estivesse esgotada de ser criança. Na verdade não me esgotei, mas cresci.

Eu não me esgotaria nunca de tocar a campainha na casa dos outros e sair correndo. A gente fazia isso na Cidade Nova, onde morava a minha inseparável prima Ana Laura.

Eu não me esgotaria de brincar de playmobil com os vizinhos, onde fabricávamos os cenários e assessórios, uma vez que os nossos pais amarravam mixaria para nos dar outros novos. Na verdade eles estavam certos, foi assim que aprendi a cuidar bem das coisas.

Eu não me esgotaria de ter apenas como tarefa básica, fazer o dever de casa. As demais horas do dia seriam para curtir a vida, incluindo os finais de semana e duas férias por ano.

Eu não me esgotaria de pular dez vezes, de uma galho de árvore direto na lagoa. Pois é mas não contem para a minha mãe que até hoje ela não sabe.

Eu não me esgotaria de fazer parte do chamado "Forte Apache". Verdade, eu sei que hoje soa barango, mas o Forte era o máximo. Só as primas, aquele bando de quinze, eu era a mais nova, e é claro que tive que aprender a ficar esperta, se não, eu sobrava mesmo, como muitas vezes. Ah, se contasse alguma coisa pra algum adulto, tava fora.

Hoje eu nem sei mais andar de skate. Juro, eu sabia. Eu já até capotei de um morrão na rua, porque um menino me desafiou se eu desceria em pé. Pois é, quase consegui, o morro era enorme e muito íngreme. Gozação do povo na certa, e não deu outra.

Quando íamos para a praia, era aquele esquema "farofa". Caravana de seis ou sete carros. Todos carregados e cheios de crianças. Eu adorava aquilo.

Ah, que nostalgia. Tudo isso porque estávamos escutando no trampo de adultos, o Balão Mágico e o Trem da Alegria. Acho que quando criança eu nem imaginava, que um dia existiria um negócio chamado mp3 e outro chamado gravador de CD. Se soubesse, poderia ter ficado mais tranquila quanto às minhas músicas preferidas ficarem guardadas no grande monstro chamado computador. Digo monstro porque um amigo do meu pai falava: "Cigarro não mata, o que mata são essas coisas de computador que eles andam inventando por aí, eu não sei pra quê."



Escrito por Quel às 13h22
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  Nesta sexta rolou finalmente o Opção. Simplesmente bom demais, tirando que a gente só conseguiu entrar dez horas da noite. Para acabar meia noite. Quando entramos tava dando vontade de virar a cerveja no "gute" pra dar tempo de tomar um montão. Foram a Ana Flavia, Rita, Tetê, Leandro e eu. O Leandro sempre reclamando do Opção mas sempre protegendo as crias. Isso mesmo Lê tem que ir aonde a gente for. Não deu nem para esticar para o bolão como sempre, mas tudo bem, essa minha síndrome de "terceira idade aos 24 anos" vai passar. De pensar que já foi fácil virar noites e trabalhar no dia seguinte.

Bom, quase não consegui pegar o carro no estacionamento do Del Rey, e está decidido, eu não vou mais para o Opção de carro. Vaquinha para o Taxi???



Escrito por Quel às 18h00
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Anotem na agenda

Dia 22 de maio, eu e titio Kia estaremos em algum estádio do nosso país, vendo a SeleTimão sagrar-se tricampeã da Copa do Brasil. Assim que sair a tabela do Campeonato Brasileiro eu informo a data do tetra.

Leandro



Escrito por Leandro às 10h25
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     "Vou festejar, vou festejar, o teu sofrer.... o teu penar... Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão... e chora... Chora, não vou ligar..."

Oh, essa música é 100% de aceitação em qualquer casa de samba do Brasil.



Escrito por Quel às 16h05
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Pergunta que não quer calar

Qual o motivo justo para uma cama de solteiro não custar metade do preço de uma cama de casal?

Escrito por Leandro às 12h43
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Volteiiiii

OI gente! Estou de volta.

Voltar de viagem é sempre ruim, né? Primeiro, por ter deixar um lugar em que vc estava se divertindo pacas ( no meu caso estava no Sul da Bahia). Depois por ter que despedir dos amigos que ficaram ou das pessoas que conheci. Estranho esse negócio de despedida. Sei que faz parte da vida, mas parece que a gente nunca se acostuma. Por um instante sempre sinto aquele nó na garganta, um gosto meio amargo, a sensação de que devia ter ficado mais tempo juntos, aproveitado mais, falado certas coisas... Mas logo tudo vira uma boa saudade! Também acho meio chato e meio triste desarrumar a mala : roupa molhada, um quilo de areia, fica até um cheirinho de protetor solar, muitas lembranças e a ansiedade para as férias do ano que vem chegar logo e sentir tudo isso outra vez.

Tô na área pessoal!!!

Beijos.



Escrito por Flávia às 08h21
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Quel, Leandro, Flavinha e Didi!

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