Ilha no meu baile de formatura
Escrito por Leandro às 15h38
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História real e verídica que realmente aconteceu de verdade
Estava eu hoje, belo como sempre, passando pela Praça da Savassi na frente da loja da Oi, onde tem uma estátua do Roberto Drummond. Uma senhora com uma cara até normal (pelo menos não aparentava ser doida) ficou encarando a estátua por um tempão. Eu parei pra olhar a situação e a mulher continuava lá. Olhava na frente, olhava atrás, olhava dos lados. Virou pra mim e disse: "Bom, né?". Eu não respondi, com medo que ela viesse com um tacape pra cima de mim. A dona então, com cara de admiração, tirou uma moeda do bolso, jogou nos pés da estátua e foi embora sorrindo e falando alguma coisa que não deu pra entender.
A não ser que seja uma nova simpatia do João Bidu, eu tenho certeza que a mulher achou que o Roberto Drummond era uma daquelas estátuas vivas que ficam nas Praças da cidade. Por essas e outras que eu ainda me acho normal.
Escrito por Leandro às 14h57
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Alguns de nossos amigos se formaram em jornalismo hoje. Na verdade apenas concretizaram o que há alguns meses já estava dado como certo. Deixaram para trás neste momento, amizades, sonhos antigos impossíveis, desejos que se transformaram, festas, paixões e muita história pra contar.
Sim, tudo muda. Torço pra que seja pra melhor. A maior prova ainda está por vir, cuja matéria é saber viver. O presente está dado, o diploma. O problema, é que ele vem sem o manual de instruções de uso, sem contra-indicações, sem garantia, e sem o direito de devolução e troca. Não existe o PROCON do diploma, existe sim, o poder de quem o utiliza. Ele pode ser um grande triunfo ou um belo quadro na parede.
A nós, companheiros de caminhada da comunicação, só nos resta a torcida por aqueles que fazem o bem, que fazem da profissão um fator de transformação da sociedade, das coisas, do mundo. Com certeza não será necessário comportar-se como “Caxias”, vocês estão liberados pra cair na esbórnia quando quiserem. Estão liberados para terem filhos, família, e desordens. Talvez os finais de semana sejam escassos. As férias dos jornalistas ainda estão sendo buscadas pelas tropas de paz, mas até agora não se tem notícia de quando poderão ser colocadas em prática. Não se esqueçam de levar travesseiro e escova de dentes para o trabalho. Prefiram lugares que tenham janelas, sou editora, sei o quanto elas fazem falta, e apaguem as luzes quando o dia amanhecer. Sucesso amigos, sintam-se abraçados por mim. 
Escrito por Quel às 00h06
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Estou resfriado. Com dor de cabeça. Meu ombro parece ter uma espada enfiada nele. Meu carro tá fazendo um barulho esquisito. Meu chinelo furou. Perdi a bolinha da cesta de basquete do meu quarto. Ontem levei um tiro de raspão que rasgou minha camiseta da Beija-Flor. Quebrei um negócio na geladeira de casa. Só trabalho com gente burra. As doações para as vítimas do tsunami estão acabando. Perdi meu cd da União da Ilha. O vizinho de cima está trocando o piso e disse que o barulho vai continuar no fim de semana. Não sei se fim de semana tem hífen ou não. A Jennifer Aniston não se separou do Brad Pitt pra ficar comigo. Bati meu calcanhar e ele tá doendo. O Lula é presidente do Brasil. Ninguém vai passar o jogo do Corinthians domingo. E a maior tragédia de todas: a Acadêmicos da Rocinha tá querendo reeditar "É Hoje" em 2006.
Como diria um colega nosso: "Não tá dando, não tá dando!"
Escrito por Leandro às 09h39
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Estou cantano aquela música "sô praierooooo... sô (...) tô solteiroooooo..." Não sei cantar direito mas acho que é tipo isso. Ah, no carnaval, a Thaís falou que me viu cantando e tocando lá na Solar. O pior de tudo que eu me lembro desse dia. Eu só não lembro de ter cantado. Eu tava bebendo com meu primo e minha amiga desde 10hs da manhã. Então imagina o grau. Coisa de bêbada.
Escrito por Quel às 17h22
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OI, GENTE! ME AJUDEM! TENHO DUAS SEMANAS OU MENOS PARA DECIDIR O QUE VOU FAZER DE MONOGRAFIA. ISTO É: DECIDIR O RESTO DO MEU ÚLTIMO ANO ACADÊMICO. ESTOU ANGUSTIADA, COM MEDO, TÃO SEM RUMO..... SAUDADES QUANDO MINHAS PREOCUPAÇÕES ERAM SOMENTE PASSAR NA RECUPERAÇÃO DE MATEMÁTICA QUE, ALIÁS, EU TOMAVA TODOS OS ANOS!
Escrito por Flávia às 21h10
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Atoa em casa. Sem p... nenhuma pra fazer. Momento de ver um bom filme, ler um bom livro, ou escutar uma boa música. Acabei de ver um programa sobre decoração e design na TV, descobri que o meu dinheiro não dava pra pagar nem um jogo de copos que esse povo vende. Aí resolvi ver um filme, dormi quase o tempo todo, afinal, levava nas costas as duas últimas noites mal dormidas. Passei pelos desenhos animados, J Quest, adoro... Eles conseguiram descobrir o mistério da aranha gigante, que na verdade era um robô controlado por um cientista. Eles são demais.
Passei pela MTV, mochilão na Ilha de Trindade. Tudo de bom, maravilhoso, e o apresentador, tem sotaque gaúcho, que às vezes me irrita um pouco, mas ele muito me agrada. Eu só me imaginava dentro da mochila dele andando de jipe e tomando chuva na cara. Depois, mais um sono. Não assaltei a geladeira porque não tinha comida em casa, meus pais viajaram... Comprar comidas saudáveis no supermercado, e deixar uma reserva em casa, ainda não fazem parte da minha faixa etária. Por enquanto eu compro Nuggets (1 caixinha), Danoninho e Miojo.
Passei pela Globo News e vi muitas enchentes no Oriente, pessoas perdendo tudo o que tinham, principalmente, perdendo suas próprias famílias. Eram respostas efetivas de uma natureza poderosa, que se mostra quando bem entende, e que não deixa espaço, para que nós, reles mortais, alimentemos a nossa prepotência de dominação de uns sobre os outros.
Uma passada pela TV Horizonte, para ver como andava a casa. Corri rapidinho... Era só pra ver mesmo. E daqui a pouco, o glorioso Big Brother entrará no ar, não posso perder. Assim, dividirei o meu ócio de hoje com um bando de sonhadores confinados, que curtirão a fama por poucos meses e encherão os bolsos da Rede Globo com o dinheiro dos Voyeurs de plantão. 
Escrito por Quel às 19h55
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Quando o Zico parou de jogar, muita gente disse que ele não poderia ser considerado um ídolo do futebol já que ele nunca havia ganho uma Copa do Mundo. Um comentarista que não me lembro o nome disse o seguinte: "Zico nunca ganhou uma Copa do Mundo? Azar das Copas do Mundo".
Passada toda a imensa frustração, modifico essa frase pra resumir meu sentimento nesse carnaval: "A Ilha não subiu para o Especial? Azar do Grupo Especial!"
"Azul, vermelho e branco, são as cores da minha escola querida"
Escrito por Leandro às 15h34
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Voltei. Meu carnaval foi muito bom. Desfilei nas quatro escolas, a Beija-Flor foi campeã com justiça (o que é muito raro) e pra completar só faltou a União da Ilha subir. Acho que ela está esperando a minha presença em seu desfile.
A última vez que dormi mais de duas horas foi de sábado pra Domingo. De terça pra quarta dormi apenas a uma hora do vôo entre o Rio e BH, mas não perco a esperança de ter uma noite de sono dessa vez. Só antes vou ter que eliminar as mais de 10 latas de Red Bull que tomei para me manter vivo. Quando meu cérebro sair desse estado de inércia em que ele se encontra eu escrevo com mais detalhes tudo sobre esse fraco carnaval (pelo menos no grupo especial).
Leandro
Escrito por Leandro às 17h58
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Assistam na primeira oportunidade...
...depois de alugarem "Antes do Amanhecer", o primeiro, para ver.

(Quel, está passando pertinho da sua casa. Vá logo antes que saia de cartaz!)
Bom feriado para todos.
Escrito por Didi às 22h47
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Hoje eu já ri até cansar. Vocês se lembram de um desenho que tinha umas panelas que falavam??? Pois é, descobrimos dois cinegrafistas, não vou falar de onde, que se parecem muito com elas.
Escrito por Quel às 16h56
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Eu queria saber agora |
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O que será |
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Vou perguntar |
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A menininha do Gantuá |
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Pode ser um grande herói |
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Índios, africanos ou magia |
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Ou será um tema da velha Bahia ? |
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Já ouvi dizer que é Debret |
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Ou antigos carnavais |
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Mas se for candomblé |
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Eu peço axé |
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Aos meus orixás |
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Depois no barracão |
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Suor, amor e fantasias |
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Alas, figurinos e passistas |
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Harmonia e ritmistas |
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Até o raiar do dia |
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E as lágrimas de alegria e dissabor |
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Modificam o rosto do poeta |
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No meio de um cenário multicor |
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Está na hora, é carnaval |
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O artista descreveu |
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Um enredo original | |
União da Ilha - 1979 - "O que Será?" - Autores: Didi e Aroldo Melodia
Escrito por Leandro às 10h50
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“Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós... Que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz....”
Estou escutando Gil e filosofando:
A guerra é o principal fator de transformação do mundo e das pessoas. Já pensaram nisso? Ninguém muda em paz, ninguém muda com o discurso, palavras não mudam ninguém. A gente só muda de verdade, quando o coração aperta, quando há guerra interior. Uma sociedade só muda quando a comodidade torna-se insustentável. A evolução do mundo foi construída a partir de guerras, armadas e de mercado.
Você só se torna um bom profissional, se você conseguir enfrentar a batalha diária de ser hoje melhor do que ontem.
Você só percebe que machucou à pessoa amada quando ela reage. Enquanto ela apenas se queixa, para você, é um mero discurso falido.
O medo também é um grande fator de transformação das pessoas. Do medo vem o respeito, do medo de perder, vem a lembrança de que temos que cuidar das pessoas. Do medo de não estarmos vivos amanhã, curtimos a vida e semeamos também o caminho do próximo. O medo é simplesmente o nome que se dá ao sentimento que temos pelo desconhecido.
Está certo que esta teoria nem sempre funciona, afinal eu tenho medo de filme de terror. Sei como são feitos, produzidos, editados, sonorizados, mas nunca me chame para ver um filme desses. E de espírito também não. 
Escrito por Quel às 16h56
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