É deliciante apreciar um show de Chico Buarque. Um cara tímido, que disse não gostar de dar entrevista, um cara que usa a força da sua literatura e escrita para se fazer insubstituível na vida dos seus admiradores. Acredito que até os não admiradores têm que dar a mão à palmatória e admitir a grandeza desse boêmio, amante do futebol, das mulheres e do samba.
Primeiramente, com minha imensa dificuldade de separar o trabalho dos sonhos, me imaginei fazendo parte desta equipe que produziu o DVD “As cidades” e passaram dias e dias ao lado de meu compositor predileto. Fiquei imaginando como eu deveria esconder a emoção de ganhar os seus cumprimentos, seus olhares e suas perguntas sobre como vencer a timidez.
Depois fui ainda mais longe, e a porção mulher se esqueceu da vida racional, e me imaginei trombando com ele em qualquer lugar. Talvez em um engarrafamento ou em uma bela tarde de domingo. Minha fantasia foi ao auge da paixão platônica, e me levou a ser amada por cada trecho da poesia de Chico Buarque de Hollanda.
Por último, surgiu, já com os pés no chão, o despertar de meu olhar lúdico, de criança bagunceira, de amante dos bares, da noite, das pessoas, do samba e dos pobres. Queria estar com ele no morro da Mangueira, cantando com a velha guarda. Eu pediria um pandeiro, ou uma timba, e me comportaria como antes de pequena. Em minha infância estudei música, e meu sonho era ter o carisma dos cantores e intérpretes que já conheci. Então eu procedia pedindo um instrumento qualquer para tocar, um periférico, daqueles que a existência dele ou não na música era quase a mesma, e eu ficava todo o tempo observando o comportamento desses admiráveis seres.
Por um momento, esse meu presente de aniversário me levou para cima do mundo, me levou para muito mais que meus olhos podem ver. A minha vontade era de colocar um volume ensurdecedor em meu quarto e de abrir o peito para que desde muito longe pudesse ser ouvida a frase: “Para mim a obra de Niemeyer é tão grande quanto a poesia de Tom Jobim”. Chico Buarque 
Escrito por Quel às 17h04
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Deixem o Tevez em paz
Essa semana um fato me deixou muito perturbado. O Rafael levou uma revista Placar pra tv e vi que, em uma votação dos melhores do campeonato, o Tevez não aparece nem entre os dez primeiros em sua posição. De lá pra cá, praticamente não durmo mais, perdi completamente a minha paz. Nenhum ser humano que seja minimamente imparcial deixa o Tevez de fora de qualquer lista de melhores do campeonato. Vi hoje que no orkut iniciou-se a campanha "Deixem o Tevez em Paz". Acho muito justo. Mais do que ninguém, ele é vítima de perseguição. Por ser o jogador mais caro da história do futebol brasileiro, por ser argentino, por jogar muita bola e, principalmente, pelos 3 motivos somados. Hoje achei esse texto na revista Placar. Nada mais do que a mais pura da verdade, daquele que é hoje, sem sombra de dúvidas, o melhor jogador do futebol brasileiro. Ou alguém joga mais do que ele?
Deixem o Tevez em paz Por Maurício Ribeiro de Barros, editor de Placar mauricio.ribeirobarros@abril.com.br Tevez quase não dá entrevista. E isso não faz muita diferença, porque não entendemos mesmo o que ele fala - um dialeto apache dito entre quase-escarros. Ele também não se esforça nem um pouco em aprender português, como seus conterrâneos Sebá e Mascherano tão simpaticamente têm feito.
Tevez cuspiu num jarro d’água para uns palhaços da TV argentina. Os imbecis ofereceram a água para Parreira beber. Ele bebeu. Seria a mesma água cuspida por Tevez. Brincadeira de péssimo gosto, como muitas que infestam a televisão brasileira.
Tevez treina com a mesma volúpia com que joga, o que irrita seus marcadores, mesmo que eles sejam seus colegas de clube. Já saiu no tapa com Carlos Alberto e Marquinhos. Nos jogos, então, nem se fala. Chama o beque para o corpo-a-corpo. Procura o contato. Sempre que pode, pisa na bola para irritar os zagueiros adversários. E consegue. Eles vêm babando pra quebrá-lo no meio. Levam cartões, se enervam, perdem a cabeça. Tevez nem liga. Repete a provocação no lance seguinte.
Quero defender Tevez. Principalmente depois da estupidez do Baiano, que chutou-lhe uma bola contra o corpo e foi expulso no clássico Corinthians 3 x 1 Palmeiras. Baiano disse que não agüentou as pisadinhas na bola do argentino. Falou algo como “ninguém faz isso contra time que eu defendo“. Choro de quem não sabe perder. Ou de quem só sabe perder a cabeça. Tevez levou a bolada e nem reagiu. Foram os outros que vieram tomar-lhe as dores. E fez-se a confusão no Morumbi.
Tevez é ídolo da torcida corintiana. Tem garra incomum, fôlego invejável. É incisivo, vertical, joga bonito. Segurar a bola, provocar dentro dos limites da lei, tudo isso faz parte do jogo. Denílson fez isso na final da Copa de 2002 e ninguém veio criticá-lo. Mas Tevez tentou o mesmo na decisão da Copa América e já se ouviu (após a vitória nos pênaltis do Brasil, é claro): “É pra ele aprender que não se brinca com o futebol brasileiro!“ Que delírio...
Tem muita gente pegando no pé de Tevez injustamente, dizendo, entre outras coisas, que ele ofendeu o Brasil com a cusparada. Ouvi isso no rádio. Saiba, leitor, que há muito jornalista magoado só porque Tevez não os atende como os demais. Pura bobagem, coisa de imprensa terceiro-mundista. Deixem o menino em paz. Tevez não tem culpa se pagaram milhões por ele. Se ele não dá entrevistas, não fala português, não se esforça em ser simpático, pode-se lamentar. Mas não perseguir.
Escrito por Leandro às 13h13
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Pérolas do lar
Toda semana acontece algum caso inusitado na minha casa, daqueles que podemos chamar de pérolas mesmo. Outro dia minha mãe aparece em casa com uma bunda postiça - de espuma. Ela disse que era para dançar aquela música do Latino "Hoje é festa lá no meu ap... pode aparecer...vai rolar bunda lê-Lê!". Dai estou passando pela sala e vejo um pequeno tumulto, alguns risos vindos da rua. Era a minha mãe na sacada, rebolando com a tal bunda de espuma para os pedreiros do prédio em frente e eles rachando de rir. Engraçado, não?! Pode ser... desde que não seja a sua mãe.
A mais nova é que minha mãe colocou chamada espera no telefone lá de casa e não contou para ninguém. Isso já tem alguns dias e descobri ontem. Acontece que ela não sabe como atende e muito menos o resto da casa. Muita gente já deve ter ligado pensando que não tinha ninguém em casa. Quando o meu telefone está ocupado, se alguém ligar vai chamar, chamar até.... Vou te contar, viu! Por acaso alguém aí sabe como atende chamada espera?!
Escrito por Flávia às 06h54
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Pra que não sabe, ontem dia 16 de Julho foi aniversário da nossa integrante da Ilha Quadrada, Diorela.
Como não teve jeito de fazer festa surpresa, presente coletivo, carro-mensagem, mensagem fonada, serenata na janela, ou recado de parabéns na BH FM, aí vai um singelo retrato de como vemos nossa amiga. 

Alma de menina, às vezes com jeito de mulher
Presença que alegra
Movimentos e expressões ímpares
Compreensiva com seus tipos de amigos
Pessoa de amores corajosos
Vivida de paixões que perdoaram
Àqueles inexplicáveis instintos humanos
Engraçada por natureza
O seu sol é gigante
E nasce todos dias mais feliz
As pequenas coisas da vida
Não serão vistas nem percebidas
Pela maioria dos reles mortais
Mas a Di enche de auto-estima
As minúcias do dia-a-dia
E no bonde dessa nossa Ilha Quadrada
Ela vai de camarote. 
Escrito por Quel às 17h04
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eu, sumida
Poxa, tô morrendo de rir com as piadas sobre mensalão aqui. Infelizmente, esta tem sido a minha diversão: ver a lama engolindo a alma da mala, se é que vocês me entendem e entendem os anagramas.
Tá, ontem foi meu aniversário. E quero que vocês me respondam uma pergunta de presente. É uma pergunta que tem me inquietado. Não é nada de ruim. Acho que pode até ser algo positivo. Mas é uma dúvida, uma interrogação, uma curiosidade, ou melhor, um interesse grande em saber...
Quem é essa Ivana?
Escrito por Didi às 00h37
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Ainda sobre o Mensalão!!
Sempre tive curiosidade para saber como as piadas surgem. Imagino que deve ser a partir de algo que realmente aconteceu e cada vez que a história é contada alguém dá uma incrementada. Sendo assim, acho que consegui fazer uma piada sobre tudo que está acontecendo na política. Por favor, riam para a autora não ficar sem graça.
Outro dia estava numa festa com a minha mãe daí um criança perguntou para ela: “Tia Gal, quantos anos vc tem?” Daí ela respondeu: “Iiii, eu sou velha! Sou da época em que mala se guardava roupa!”
Lembrando disso, outro dia vi um velhinho metendo o pau sobre o Mensalão. Tive vontade de perguntar quantos anos ele tinha, mas fiquei com medo dele responder: “Iiii, minha filha, sou velho! Sou da época que cueca era usada para guardar o PINGOLIM!!!!!!!!!! HAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHAH!!!!!!!!!!
Escrito por Flávia às 12h02
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Você, nobre leitor deste humilde blog, que assim como este que vos escreve, sempre detestou o PT, está se divertindo tanto quanto eu com essa crise? Você também abre um sorriso a cada nova mala de dinheiro que é achada, se espantando com o amadorismo petista até quando o assunto é roubar? Também adora ver a cara de coitado que os petistas estão fazendo? E quando eles choram? Tem espasmos de riso quando teorizam sobre uma conspiração da direita e da mídia para derrubar o governo? Você também fica imaginando o que estaria acontecendo se essa situação fosse ao contrário, ou seja, PSDB no governo e PT no seu único papel de oposição? Você até visualiza aquele mar de metalúrgicos sindicalizados, todos com traje de guerra (camiseta vermelha) ou traje de gala (camiseta vermelha com foto do Che Guevara), na porta do palácio gritando "Fora já, fora daqui, FHC e o FMI"? Você também se lembra com carinho dessas singelas palavras do atual presidente do PT, Tarso Genro, proferidas em 2001, quando o mesmo ainda era deputado: "Após frustrar irremediavelmente a generosa expectativa da nação, resta a Fernando Henrique reconhecer o estado de ingovernabilidade do país e propor ao Congresso uma emenda constitucional convocando eleições para outubro. Se o presidente tivesse dignidade, deveria renunciar. Seria uma saída democrática para a crise, em face da falta de legitimidade de um mandato construído por estelionato eleitoral" Frustrar irremediavelmente... generosa expectativa da nação... ingovernabilidade... estelionato eleitoral...Ainda bem que ele usa de dois pesos e duas medidas...
PS: Quero deixar claro que não estou pregando a renúncia desse presidente que vocês elegeram, certo Ivana?
Escrito por Leandro às 09h52
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Acordei às 11hs da manhã... hehe.... que glória não era a minha escala no trabalho hoje. Nessas horas que eu dou graças a Deus de ter apenas um emprego e no outro trabalho, eu ser dona do meu próprio nariz. Assim me permiti curtir todo o frio de hoje debaixo de um gostoso cobertor. Tá certo que o meu pai acorda todos os dias às 6h da manhã e fica fazendo barulho pela casa para acordar quem está dormindo. Ele não suporta ver a gente dormindo até tarde. Mas hoje eu nem me abalei com as portas batendo e ele cantando pela casa.
Fui almoçar e não resisti, tive que passar em uma megastore de livros para ver o que tinha, e novamente não pude resistir aos meus viciantes Pocket books. Os Pocket books são livros de bolso. São os livros que em geral custam 60 ou 70 reais, só que numa versão mais barata de papel, reduzindo assim o custo para 10 ou 15 reais.
Comprei dois livros, afinal tenho dois bolsos. Um deles chama-se “Mate-me por favor”. Trata-se da história da evolução punk nos Estados Unidos e pelo mundo, e suas loucuras de sexo, drogas e um rock’n roll pra lá de subversivo. O ocupante do meu outro bolso chama-se “Crime e castigo” do Dostoyewski. Já estou louca pra chegar nele.
Neste fim de semana estou com preguiça dos bares, quero minha casinha e o meu cobertor. Alguém está assim também ou eu estou com problemas de socialização????? 
Escrito por Quel às 00h27
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Acabo de chegar de uma peça de teatro chamada “Melodrama meio trágico”.
Eu não queria ir, mas fui praticamente obrigada
Me arrumei de qualquer jeito,
Me penteei de qualquer jeito
Me sentei de qualquer jeito na platéia
Conversei de qualquer jeito com as pessoas
As cadeiras estavam dispostas em círculo em volta do palco
Os atores interpretavam um lindo melodrama
Comecei a prestar atenção nos atores e atrizes até cruzar o olhar na platéia com um dos homens mais bonitos que eu já vi na minha vida.
Lá fora eu nem tinha reparado nele
Só tinha ficado quietinha sentindo o frio que a noite trazia
Charme perfeito
Sorriso perfeito
Olhar perfeito
Boba de mim que saí de qualquer jeito de casa
Nem prestei mais atenção na peça
Bom pra aprender que qualquer dia pode ser um dia especial
Qualquer hora pode ser uma hora especial
E agora meu belo rapaz,
dormirei perfeita com o seu
sorriso de qualquer jeito. 
Escrito por Quel às 21h25
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Nova Quadrilha 
Jefferson, que acusa Dirceu, que acusa Jenoíno, que acusa a oposição, que acusa o presidente, que não acusa ninguém.
O presidente defende o Delúbio, que não defende o Valério, que defende a honra, que defende a verdade, que até agora não apareceu.
O Valério ataca a secretária, que ataca Furnas, que ataca o PT, que ataca o Jefferson que levou um murro do armário.
O armário pode ser um homem forte, o PT pode ser corrupto, o dinheiro pode ser uma lenda, DNA pode ficar pobre, nós podemos ser um dia mais espertos.
O publicitário não se lembra das fazendas que comprou, os acusados não se lembram que terem recebido milhões, e eu não me lembro em qual deputado votei.
Por fim, deputados resolveram comparecer para trabalhar, resolvi me ligar na TV Senado, o presidente está abatido, e eu já vivo bancando a jornalista nestas poucas e indignadas palavras.
E agora José???
Raquel Alvarez
Ps: Faço deste texto uma humilde paródia ao verdadeiro poema “Quadrilha” de Carlos Drummond de Andrade. 
Escrito por Quel às 21h07
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Não foi da Rocinha
Ganha um picolé de limão quem acertar com samba de qual escola a seleção comemorou o título da Copa das Confederações.
"Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, que eu tô feliz!"
Escrito por Leandro às 11h19
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