Uma pergunta símples: “Eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo meu coração???”, a resposta está bem a caminho.... mais rápida do que se espera. Eu não sei quase nada de sertanejo, meus amigos me arrastaram para o show de César Menotti.... Sem noção né??? Pois é.
Descobri que a música brega é ótima, a dor de cotovelo é um fenômeno social, e a paixão serve muitas vezes pra gente rir dela. Sim, a paixão merece um deboche de vez em quando. Aí se ela for verdadeira, fica assim mesmo, se não, vai embora do coração dessa pessoa que vos fala. Se for embora, será para nunca mais voltar.
Muito calor, pouca cerveja, gente bonita, os caras são bons mesmo, meus amigos sempre por perto, planos para o Rio em Dezembro. Sim, resolvi transformar minha passagem pelo Rio em uma oportunidade de termos muuuuuitas estórias hilárias pra contar. Adoro coletividade..... Pessoas, sempre pessoas.
No fim da noite, a saideira. Quero saber dos casos de ontem, que deixei o povo no meio da noite de Sábado pra ir pra casa. Contem-me tudo. Eu inventei um teatrinho, é ótimo, em plena madrugada na TV Horizonte. Trata-se de um diálogo entre Dom Walmor, Bento XVI, e Raquel Alvarez. O povo passou mal de rir, não sei porque. No mais, prometo que da próxima vou pelo menos aprender uma música inteira desse povo pra ir no show de novo.
No último sábado, a gloriosa União da Ilha do
Governador escolheu seu samba para o carnaval de 2007. Obviamente, estive lá
prestigiando minha escola. Mais um ano de quadra absolutamente abarrotada,
com um clima familiar mais do que bacana e que faz cada um se perguntar o porque
da escola não estar no Grupo Especial. O samba que ganhou é muito bom, alegre,
pra cima, com dois refrões fortes, do jeito que torcedor da Ilha gosta. Acredito
que vá dar um puta sacode no desfile.
Como sempre, o indefectível You Tube tem uma
gravação desse samba durante as eliminatórias
Autores: Alberto Varjão, Carlinhos
Fuzil, Jorginho, Mauricio Maia e Niva Num
toque de alegria O doce sabor veio de lá É tradição medieval, dá gosto no
meu carnaval Vem amor, saborear Alimentar o corpo, bebendo com
prazer Em sacrifício à deusa, vamos oferecer Osíris no Egito ao homem
inspirou Nasceu, o suco de cevada É a cerveja que ao mundo
encantou
Passa a espuma
na pele que dá... beleza! Vem pode chegar Levanta a jarra amor, cai na
folia Oi, deixa transbordar!
Os incas bebiam, faziam festas e rituais O índio abraça o
descobridor Com cauim, Tupinambá enche o pote e pede mais Alô, Terra
Brasil Essa bebida conquistou a realeza É canto, é dança, é pura
emoção Que delícia, sabor tropical A “loura gelada”, sedução
nacional Faz a festa, Blumenau
Ripa na Tulipa, Ilha! No calor da bateria, vem sambar!
Pisa forte nesse chão, incendeia o coração! Tem mais cerveja pra
comemorar!
Ontem eu saí com uns amigos que me conhecem há bastante tempo e outra amiga nossa nem tanto. Me falaram pra escrever um livro quando eu estiver mais velha igual à Danuza Leão.
Eu: - Que isso gente, vai encher o saco de outra pessoa
Eles:- Oh, você já fez nos últimos anos o que muita gente não tem coragem
Eu:- Não! Já me faltou coragem pra um monte de coisas
Eles:- Você já viajou sozinha de mochila nas costas sem saber direito por onde iria, dormindo em albergues e só com um mapa na mão?
Eu:- Já
Eles: Já bebeu até cair?
Eu:- Já
Eles: Brincou na rua, namorou escondido, nadou na casa do vizinho mala escondido, caiu de cavalo, bicicleta, pulou da caminhonete, e teve cachorros?
Eu:- Já
Eles: Roubou beijo?
Eu:- Já
Eles: Falou que ama na cara da pessoa sem medo de levar um fora?
Eu:- Já
Eles: Já levou um fora?
Eu:- Já
Eles: Já ganhou loucuras e declarações de amor?
Eu:- Jáááá
Eles: Já fez serenata de madrugada?
Eu:- Já
Eles: Ganhou festa surpresa?
Eu:- Já
Eles: Traiu?
Eu:- Já
Eles: Já dormiu no banco de praça no meio de Madrid?
Eu:- Já
Eles: Já dormiu no galho da árvore, la em cima e nem lembrou que poderia cair?
Eu:- Já
Eles: Como você desceu de lá???
Eu: Pulei do galho lá de cima direto numa lagoa, bati o pé lá no fundo e saí.
Eles: E o que você pensou?
Eu: Na época eu tinha 12 anos, sei lá, mas com certeza eu não estava pensando em ir ao Rio de Janeiro em Dezembro de 2006.
Eles: Você está pensando em ir ao Rio em Dezembro???
Hoje pela manhã gravamos o segundo bloco do programa Vai na Fé sobre a Toca de Assis. É um trabalho forte, corajoso e emocionante. Só Deus mesmo pra segurar nossa emoção. Antes da gravação toda a equipe estava muito apreensiva e nervosa, não se sabe o porquê. Fomos todos rezar, e quase todos choraram. Eu então, imaginem... Eu estava de joelhos no chão na capela deles. O meu choro fez uma poça. Me doeu ver aquelas pessoas que não têm nada e eu tenho muito mais do que preciso. Me deu mais ainda vontade de ajudar, ajudar e ajudar.
Mas aquilo me deu forças. Posso dizer que os moradores de rua são pessoas muito especiais. Nossa produtora, ajudou a servir o povo, o apresentador Marcelinho, nos deixou orgulhosos. O cinegrafista Rafael, mesmo de virote, nos ensinou muito com a sua calma e profissionalismo.
Segundo os "toqueiros", que são os irmãos franciscanos voluntários, na semana passada a Rede Globo foi gravar uma reportagem sobre eles. Mas segundo ele, hoje foi um dia especial. Os moradores de rua não se sentiram intimidados por nossa equipe, ficaram todos calmos e obtivemos entrevistas fantásticas. Temos quase uma relíquia nas mãos... E que consigamos fazer muitas coisas boas por estas pessoas.
O deve ser o perdão? De onde vem o perdão? Até onde eu sei, ele vem de Deus.
Depois de 1 ano diariamente divididos por uma parede, e sem trocarmos nem uma palavra, um companheiro de trabalho veio me perdir perdão pelo que fez.
O lugar não era nada propício, uma festa da TV com DJ e tudo. Era aniversário de uma apresentadora.
Eu já tinha inclusive me acostumado a ignorar a presença dele e sentir minha presença ignorada. Foi uma loooooonga conversa, até o fim da madrugada. No final um abraço forte e uma agradecimento pelas coisas boas que compensam todo e qualquer fracasso da vida dos seres humanos.
O povo da TV é muito figura, não sei se posso chamá-los de amigos de verdade, mas o caso é que devo muito a eles pelos meus novos passos.
Muita gente anda dizendo que estou sumida, sim, concordo. Ando sempre em todos os lugares e ao mesmo tempo em nenhum. Sem rotina, sem as mesmas coisas, sem as mesmas pessoas, não acho isso bom, mas quem me conhece bem, sabe onde me encontrar. Tentarei manter-me presente pelo menos por aqui neste blog. Vou ficar aqui divagando e contando coisas que me acontecem. No dia em que eu optar por alguma rotina, talvez eu pare de escrever novamente.
Do tipo, eu estava em um bar na semana passada, fui ao banheiro e um ser humano do lado de fora esmurrou a porta como se estivesse tendo um treco. Saio eu, plena, bela, e disposta a mandá-lo bater na mamãezinha dele com aquela força. Mas o mais hilário que depois de toda esta disposição, vi que era meu amigo de faculdade. Resultado: conversamos e morremos de rir. Pois é, comecei com a frase “eu estava pronta pra te dar um xingo” e terminei com a frase “não suma por favor”. E ele disse o mesmo.
Hoje meu querido amigo vai embora morar na Itália. Que coisa.... meu amigo. Amigo pra tudo, pra todas as horas. Amo os seus defeitos, sim, aprendi isso, amar os defeitos dos meus amigos. Está confuso, defeituoso, faltando pedaços??? Te adoro mesmo assim.
Pode reclamar de tudo, pode beber, pode cair, pode rezar, pode maldizer, pode ser careca (risos), mas somos amigos. Temos várias histórias, eu já te agüentei e você já me agüentou. Inúmeras vezes, nos bares, em casa, na esquina, e no altar.
A gente errou e acertou juntos. Um dia eu pude pagar a sua conta, e outro dia você pôde pagar a minha, e no final, deu tudo certo.
As pessoas falaram, as pessoas interferiram, e enfim, sobramos os dois doidos pela vida. Poucos têm a sua coragem, poucos sabem a sua história de vida, e eu sei. Minha única certeza é a de que ainda vamos tomar as cervejas de Milão e rir dos nossos casos brasileiros.
Através de você conheci pessoas especiais, através de mim, você conheceu pessoas especiais também. Sem máscaras, sem estereótipos sociais. Como você amigo, estou aprendendo a odiar tais estereótipos. Você me ensina muito, e confesso que vou sentir a sua falta.
Recentemente, você me levou para o forró, dançou comigo um tempão, e depois arrumei um “amiguin” que me beijou e eu o beijei até o fim da noite. Quem bom, voltamos pra casa e você cuidou pra que eu chegasse bem. Outra pessoa no seu lugar acharia que eu sou uma pessoa invencível e que não preciso de ninguém além de mim. Preciso sim, e você foi “o cara”.
Depois até encontramos num boteco um amigo nosso e rimos demais porque ele estava com uma mulher horrorosa.... lembra???? Que graça....
Você disse que quando chegar na Itália vai comprar uma bicicleta pra se locomover, ri demais. Principalmente quando você estiver em um frio de -2 graus descendo uma ladeira com a “baba” congelando. Te dei um sonho de valsa, um guardanapo escrito boa sorte, te dei minha amizade, te dei dicas, e agora é com você. Confio em você, você é doido mas é legal. Você é chique sendo um cara simples, e coma muitos macarrões por mim.
Na sua parada em Salvador, deixe parte dos meus sonhos guardados lá no Pelourinho, aí o resto deles, deixe em Veneza. E os seus, espalhe por onde puder, por onde quiser. Seremos sempre nós, invencíveis, alegres, debochados, bêbados, hilários, trabalhadores, e figuraças. Por agora, e sempre, Amém......
Vamos ter segundo turno, que bom, um passo de vitória, um passo de cada vez. Agora é hora dos corações brasileiros tão enfraquecidos com suas angústias naturais começarem a juntar-se.
O avião da Gol bateu em um jatinho particular...bom.... este não foi um grave erro da EMBRAER, ou Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).... que no caso são de gestão federal.... Mais um ponto contra o nosso governo petista e bossal.
Mas já me cansei de falar de política aqui.... Vou tentar falar de almoço, formigas ou chinelos. Vou pensar em um assunto interessante. Talvez falar de coisas do coração (risos). É melhor não dizê-las aqui, lugar de chorar estas mágoas é no Show do César Menotti e Fabiano (risos de novo). Pois é.... é pra lá que eu vou dia 27 de Outubro no Chevrolet Hall. Podem rir, isso é muito surreal, mas digamos quede vez em quando é bom mudar os antigos conceitos.
Sai do bode editora! Vá cantar música brega, ver gente bonita e sentir-se uma analfabeta da música sertaneja brasileira!