- De ver o movimento da Av. Nossa Senhora do Carmo pela janela da minha ilha. - De escrever em tópicos. - De dirigir colado no carro da frente. - De ir ao cinema sozinho. - De editar a escalada do jornal. - De assistir ao Oscar. - De vodka com suco Clight de morango. - De contestar as ordens do meu chefe cabeção. - Da minha letra. - De ficar na sauna até baixar a pressão. - De comer bolacha maizena com mel e requeijão (juntos). - Do toque do meu celular. - De comer alface, tomate e palmito. - De correr na academia ouvindo Aretha Franklin. - De acordar as 6 da manhã. - De andar com o chinelo molhado. - De saber que ainda devo o Imposto de Renda de 2007. - De ter uma foto com o Ito Melodia. - De ler o blog da Diorela. - De relembrar as histórias do Gustavo Fernandes. - Do noticiário internacional. - De não saber mexer no After Effects. - Do George W. Bush. - De perder horas na Wikipédia. - Do joguinho das notas musicais do meu celular. - De fingir que não estou ouvindo quando as pessoas me chamam. - De Crunch cereal.
Não gosto: - De entrar no cinema sozinho. - De gente que fala "fulano tá querendo se aparecer" - De carros prata. - De calibrar o pneu do carro. - De gente que me chama de "véi". - De mexer no Photoshop. - Da cadeira da mesa do meu computador. - De contar da minha vida. - Dos lanches do Mc Donald´s. - Do canal A&E. - De gente que dirige devagar na chuva. - De planejar minha vida. - Do Barack Obama. - De ver fotos do Lula. - De gente que conversa a menos de meio metro de mim. - De cortar as unhas. - De andar de tênis sem meia. - De cheiro de Chuchu e de melão.
Sou uma pessoa que conhece gente de todo jeito, velhos, jovens, rockn’roll, religiosos, poetas, loucos etc...
Como eu consigo me relacionar com eles, só Deus explica. O fato é que eu sempre escutei, daqueles mais velhos do que eu, que um dia a gente cansa da confusão. Pois bem, eu não acreditava até eu realmente me cansar de confusão. Isso não isenta obviamente, eventos especiais tipo carnaval, porque neste momento, ainda não aprendi a pisar no freio. Mas no cotidiano, eu estou voltando para casa à meia noite. Isso é um horror, porque daqui a algum tempo, sei que voltarei para casa às dez da noite.
Raquel Alvarez não imaginaria isso um dia. Em plena terça feira era fácil voltar as seis, quando voltava. Às vezes ia direto para a aula, trabalho etc.
Agora me sinto absurdamente adulta. Que horror. Meu recorde tem sido duas da manhã. A gente cansa, a gente preza por descansar, a gente entende que o mundo não vai acabar no dia seguinte de manhã.
Se tiver alguém com este espírito por aí, pode chamar. Ando ótima companhia para programas adultos.
Estou de férias novamente. Desde o carnaval, mas não contando com ele, estou tendo o prazer de passar grande parte do meu dia com as pernas pra cima. Em um incessante circuito academia-clube-sauna-cinema, estou reparando nos pequenos prazeres que o ócio nos dá. Descobri a alegriar de sair de casa trajando bermuda e chinelo no horário em que estaria indo trabalhar. O prazer de dirigir descalço, voltando do clube, e ver os pontos de ônibus abarrotados de pessoas indo para casa depois de um longo dia de trabalho (deles, é claro). Conhecer a ótima sensação de ter a hora em que o sol vai se pôr como única preocupação do dia (maldito horário de verão que acabou logo agora!). Já quase decorei a programação vespertina da tv a cabo. Adoro os programas de cirurgia plástica. Outro dia mostraram uma mulher que queria tirar um enorme volume de gordura da região genital, que mais parecia uma batata depilada. A impressão que tenho é que estou curtindo muito mais essas férias do que a do ano passado, quando saí nos dois empregos (agora continuo trabalhando no Uni) e viajei o mês todo. A quebra da rotina e a falta de compromissos, principalmente com o relógio, está me fazendo muito bem. Aliás, minha única preocupação com as horas é o horário do cinema. Por sinal, já vi todos os filmes que queria. Recomendo Onde os Fracos não tem vez, Juno, Sangue Negro e Cloverfield. Acho que agora vou ter que partir pros alternativos. Usina que me aguarde!!
-------------------------------- Pra não dizer que não falei das flores...
Por mais estranho que seja um novo título da Beija-Flor (o quinto em seis anos), a tal escola levou com justiça. Por méritos dela, que montou uma máquina de ganhar carnaval que simplesmente não erra, mas também por demérito das outras, que sempre fazem uma pequena merda. Portanto, pra Beija-Flor atual, basta desfilar e fazer o básico. As outras se encarregam de perder o título. Concordo que ela não é julgada com o rigor que deveria (podia ter perdido mais pontos em Comissão de Frente, Enredo, Alegorias e Evolução), mas isso não desmerece o título. Achei exagerada a segunda colocação do Salgueiro (não foi pra tanto) e um absurdo o terceiro lugar da modorrenta Grande Rio. Por mim não ficava nem entre as seis. Destaque positivo para a ressurreição da Imperatriz, da Mocidade e da Portela. Destaques negativos para o décimo lugar da Mangueira (não julgaram o desfile, mas sim os acontecimentos pré-carnaval) e para aquela coisa estranha da Viradouro que fez qualquer coisa na avenida, menos carnaval. Aquela pista de esqui foi patética. Já no grupo de acesso, depois dos desfiles, dizia que aceitava perder para o Império Serrano, que deu uma verdadeira aula de como uma escola DE SAMBA deve se apresentar. Porém, deixar a União da Ilha em quinto lugar, atrás de Santa Cruz e Renascer de Jacarepaguá foi demais para o meu coração. Mais uma vez a Ilha fez um grande desfile, aliando uma bela parte plástica a um chão de dar inveja. Esse quinto lugar, pra mim, foi a prova definitiva que muita gente não está interessada em deixar a Ilha subir.
Ah Bahia, já te chamo de minha terra. Meu sol. Minha lua e rua.
Minhas flores no mar abriram esta saga de coisas boas. Gente bonita. Gente forte. A mãe preta me disse: “Deus lhe abençoe minha filha” e beijou a minha mão.
Vi os “Filhos de Gandhi” no pelourinho que banhavam as ruas de perfume. Banhavam as mulheres e lhes davam colares para dizer como são lindas. Batuque do Ilê Aiê. Festa no Candial. E vou tocar samba pra você.
Canta, canta Salvador, e que se dane aquele que acha que essa turma não respira. A arte negra compõe a cidade de cores. Não de plumas, mas de cores. Na Bahia conversa-se com o garçom, taxista, e com estranhos. Desconhecidos maravilhosos.
O Camaleão é a coisa mais linda que já vi. O Pôr do sol no farol da Barra também. O batuque no pelourinho também. O banho de cheiro também. O mar também. O preto é foda, é 10.
Para ganhar um beijo tava fácil, 1..2..3..4..5..6..7.etc..... Podia ser extrangeiro, paulista, mineiro, baiano... Mas sobre isso a gente conversa depois.